Santidio Pereira

Santidio Pereira é um jovem e destacado artista nascido em 23 de outubro de 1996 na localidade de Curral Comprido no Piauí. Ainda muito criança, aos 8 anos de idade, deixou o Piauí para morar com sua mãe, Maria José de Sá Pereira, na Vila Leopoldina em São Paulo-SP. Desde muito pequeno Santidio gostava de desenhar e pintar. Chegando em São Paulo, sua mãe o matriculou no Instituto Acaia, uma ONG que desenvolve trabalhos socioeducativos com pessoas das comunidades da região do CEAGESP em São Paulo. Foi no Instituto Acaia que Santidio teve o primeiro contato com a arte; a ‘arte de verdade’, como ele diz. Nos primeiros dois anos de Instituto Acaia, Santidio realizou apenas trabalhos de marcenaria; aprendia a fazer carrocinhas, brinquedos, carros de boi, etc. Com o passar dos anos ainda aprendeu um pouco de cerâmica, pintura e animação. Porém, foi a xilogravura que o arrebatou de verdade. No ultimo ano no Instituto, decidiu dedicar-se integralmente à xilogravura; foi sob a orientação do xilogravador Fabrício Lopez que Santidio começou a imprimir seus primeiros trabalhos. Desde então, nunca mais parou.

Santidio Pereira. FOTO: autoria desconhecida

O artista revela que não acredita em inspiração; que só conhece inspiração de nome. O trabalho acontece quando ele está bem consigo mesmo; quando dorme bem, acorda bem e come bem. O que ele gosta mesmo é de retratar imagens que o deixam feliz; se isso é inspiração, ele não. “... Fazer coisas do Nordeste, que me deixam feliz, que remetem a minha infância [...] são essas imagens que eu faço em xilogravura [...] eu não vou fazer pros outros, eu vou fazer pra mim mesmo, se os outros gostarem vai ser consequência, mas eu quero ficar feliz com o que eu faço...”.

Santidio Pereira, sem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Em 2016 Santidio fez uma exposição individual na prestigiada Galeria Estação em São Paulo, sob a curadoria Rodrigo Naves. Também em 2016, esteve entre os dez finalistas do 5º Prêmio Energias na Arte, expondo seu trabalho no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo, SP.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.


Contato com Santidio: www.facebook.com/san.sousa.9
As fotos das obras foram copiadas do site: 
https://santidiopereira.wordpress.com/author/santidio/

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Santidio Pereirasem titulo, xilogravura.

Mestre Cunha

José Francisco Cunha, mais conhecido como Mestre Cunha, nasceu em Ipojuca-PE em 1951. A história deste artista se confunde com a de muitos outros artistas populares do Brasil. Como ele mesmo conta, começou a fazer arte por necessidade, para ganhar dinheiro. Antes de se tornar o artista reconhecido que é hoje, foi cortador de cana, peão, camelô, ajudante de pedreiro, operador de ponte rolante, dentre outras atividades. Hoje Mestre Cunha é considerado um dos artistas populares mais originais e inventivos do Brasil. Chamado por muitos como o “artista dos sonhos”, Mestre Cunha extrai do seu imaginário lúdico seres fantásticos que ganham vida na forma de esculturas de madeira com cores fortes e vibrantes.

Mestre Cunha. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Era final da década de 1990, quando José Francisco Cunha ficou desempregado. Era um período de crise econômica e escassez de emprego e para sobreviver José Francisco começou a fazer pequenas miniaturas com cenas nordestinas para vender no terminal rodoviário de Recife. Foi um começo muito difícil, mas não demorou muito para seu trabalho evoluir destas miniaturas sertanejas e se tornar o que é hoje. “.... Quando eu quis fazer obra, eu comecei a fazer um negócio copiado. Mas eu me achava vazio, aquilo não era meu, eu copiando. Então, eu resolvi inventar...”. Foi daí que o José se tornou o Mestre Cunha. Ainda segundo o artista, no começo ninguém queria comprar suas obras porque era um trabalho diferente, estranho aos olhos de muitos; só colecionadores se interessavam. “... O povo pensa que o que faço é brinquedo, mas é para decorar...”. Hoje as obras do Mestre Cunha são muito disputadas em feiras e exposições e sua notoriedade atravessou as fronteiras do seu estado natal.

Mestre Cunha, título desconhecido, madeira policromada. Reprodução fotográfica Galeria Pontes, São Paulo, SP.

Mestre Cunha, Piatuz, madeira policromada. FOTO: Francisco Moreira da Costa.

Não é à toa que é Mestre Cunha é considerado o “artista dos sonhos”. Segundo ele, a inspiração para as suas criações vem na maioria das vezes de sonhos. “... Sonho com muitos desses seres e, então, faço as esculturas. Já que as peças são únicas, tenho a necessidade de colocar nome em cada uma delas. Para isso, procuro palavras no dicionário ou no Google. Escolho as que mais gosto. Às vezes, elas vêm à mente e chego até a procurá-las na internet para ver se têm algum significado, mas normalmente não possuem, não [...]. Parampalho. Veio na cabeça do nada, mas não tem significado algum. É a peça mais comprada. É um bicho grande, branco, com pescoço alto e asa pequenininha. Em cima dele, estão dois bonecos, um homem e uma mulher. Ela está de topless e ele está se masturbando”.

Mestre Cunha, título desconhecido, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha, Chambrum, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha, Ginringuaçu, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

A obra de Mestre Cunha alcançou ao longo dos anos um merecido destaque no mundo da arte popular brasileira. Participou de diversas exposições coletivas e individuais e tem obras em diversas coleções particulares do Brasil e de outros países. Tem obras em exposição permanente no Museu do Homem do Nordeste do Recife. Atualmente reside e trabalha em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife.


Mestre Cunha, título desconhecido, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha com uma de suas invenções "Meu Primo". Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha, Ararão, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha, Malibu, madeira policromada. Reprodução fotográfica autoria desconhecida.

Mestre Cunha, Bayjok, madeira policromada. FOTO: Francisco Moreira da Costa.